SERRA DOS ÓRGÃOS: BONITA POR NATUREZA

SERRA DOS ÓRGÃOS: BONITA POR NATUREZA

De quantos ângulos você já admirou a grandeza e a beleza do Brasil? Com toda razão, Jorge Ben disse que é bonito por natureza, em sua canção País Tropical. Eu me pego pensando se ele compôs declarando amor às praias ou à diversidade da beleza brasileira. Se me fosse dado o direito de recomendar uma paisagem de cair o queixo para Jorge Ben reafirmar sua composição, eu diria: vá para a Serra dos Órgãos, vem comigo que eu te levo.

De lá do topo, já no limite da canseira do trekking, a natureza te dá o privilégio de admirar toda a baía de Guanabara, toda a cidade do Rio de Janeiro e a ponte Rio x Niterói. Durante o trekking, você também poderá ver lugares que são conhecidos no montanhismo: a Terra de Gigantes, uma das maiores e mais difíceis vias de escalada do Brasil, com 600 metros; o Dedo de Deus; o Escalavrado e o Parque Estadual dos Três Picos.

Foto: Marcos Boratto

A beleza da região é indescritível. A natureza é composta de Mata Atlântica e campos de altitude. Quando você está lá, você entende porque até Princesa Isabel já frequentava a Serra dos Órgãos – ainda quando a capital brasileira era o Rio de Janeiro.

Lá, tudo é tão bonito que até quando a neblina baixa, traz uma beleza diferente. Entre pequenas janelas dessas nuvens que cobrem as montanhas, você se encanta com o visual. O nascer do sol é de tirar o fôlego e o pôr do sol é de encher os olhos, como se o sol preparasse o terreno pra noite estrelada que vai chegar. E que noites estreladas são essas? Tá doido, são tantas estrelas que fica difícil olhar só uma vez pra cima.

Foto: Marcos Boratto

A travessia que nós fazemos aqui na Aventurista tem objetivo de cruzar de Petrópolis para Teresópolis, o que leva três dias para fazer da forma clássica. Nós a recomendamos para quem já está acostumado com a atividade, devido ao longo tempo que passamos caminhando com as mochilas pesadas nas costas (com itens pessoais, equipamentos e alimentos), incluindo muitas subidas e um tempo frio.

No caminho, vou te contando tudo o que sei sobre a região, a vegetação, as histórias que sei de lá e as que vivi. Já posso adiantar uma das minhas vivências: na Copa do Mundo de 2014, fiz o trajeto inteiro em sete horas. Enquanto o Brasil jogava contra o Chile. Minha chegada no cume da montanha foi prestigiada pelos fogos de artifícios que soltavam para comemorar os pênaltis da partida.

Agora fica o convite, vamos?

Foto: Marcos Boratto

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